Colonialismo digital

impactos e desafios no estado democrático de direito

Autores

DOI:

https://doi.org/10.63043/0dwkwc36

Palavras-chave:

colonialismo digital, big techs, dados, decolonialismo, poder

Resumo

O presente trabalho visa examinar o colonialismo digital enquanto resultado do fenômeno das big techs e o respectivo domínio sobre a coleta de dados pessoais, com potencial de gerar consideráveis desequilíbrios de poder e ameaça à autonomia dos países em desenvolvimento, os quais são tidos como meros consumidores e fornecedores de dados, sem uma efetiva contrapartida econômica ou regulatória. A proposição será desenvolvida a partir de pesquisa bibliográfica e documental. Tem-se em conclusão que o pensamento decolonial e o fortalecimento das instituições pode auxiliar e ser efetivo no confronto contra o estado de colonialismo posto, à medida que pode desafiar a sua raiz, qual seja, a ideia implícita que faz com que a apropriação permanente de dados seja percebida como algo natural, e, de certa maneira, benéfica, em vez de uma forma de violência contra o desenvolvimento humano.

Biografia do Autor

  • Camyla Figueiredo de Carvalho, PPGD/FCR

    Graduada em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Especialista em Direito Administrativo e Gestão Pública pelas Faculdades Integradas de Patos (FIP). Especialista em Prevenção e Repressão à Corrupção: Aspectos Teóricos e Práticos pela Estácio de Sá. Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Rondônia. Mestranda vinculada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito PPGD/FCR, Mestrado Profissional em Direito - Faculdade Católica de Rondônia FCR. camyla.carvalho@sou.fcr.edu.br. 

  • Rayssa Lopes da Silva Tavares, FCR

    Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Servidora do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia. Mestranda vinculada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito - PPGD/FCR, Mestrado Profissional em Direito - Faculdade Católica de Rondônia (FCR). rayssa.tavares@sou.fcr.edu.br. 

Referências

BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Brasília: Presidência da República, 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 22 mar. 2025.

BRASIL. Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. Brasília: Presidência da República, 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm. Acesso: em 15 mar. 2025.

CARVALHO, Cesar Augusto Rodrigues de. Autodeterminação informativa e sociedade de controle: um estudo sobre as relações entre liberdade e poder na era da informação. 1. ed., São Paulo, Andrago Desenvolvimento e Editorações, 2024. [livro eletrônico]PDF. p. 266-267. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1509/1375/5361. Acesso: em 15 mar. 2025.

COULDRY, N; MEJIAS, UA (2018). Colonialismo de dados: repensando a relação do Big Data com o sujeito contemporâneo. Television & New Media, 20 (4), 336-349. https://doi.org/10.1177/1527476418796632 (Trabalho original publicado em 2019). Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1527476418796632. Acesso em: 5 mar. 2025.

FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. [recurso eletrônico] - 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2023.

MOREIRA FILHO, Joel Gomes. Desafios para a efetividade da proteção de dados no Brasil: o tratamento de dados pessoais com base legal em consentimento. Universidade Católica de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2023. Tese (Doutorado em Direito). Disponível em: https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=14015256. Acesso em: 15 mar. 2025.

NORA, Heloísa Daniela; FREITAS, Cinthia Obladen de Almendra. O Caso Cambridge Analytica e a Sociedade de Risco. Revista Themis, Fortaleza, v. 22, n. 1, p. 197-225, jan./jun.2024. p. 211-212. Disponível em: https://revistathemis.tjce.jus.br/THEMIS/article/view/1050/785. Acesso em: 15 mar. 2025.

SILVA, Louise S. H. Thomaz da; SOUTO, Fernanda R.; OLIVEIRA, Karoline F.; et al. Direito Digital. Porto Alegre: SAGAH, 2021. E-book. p.141. ISBN 9786556902814. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902814/. Acesso em: 16 mar. 2025.

THATCHER, J., O’SULLIVAN, D., & MAHMOUDI, D. (2016). Data colonialism through accumulation by dispossession: New metaphors for daily data. Environment and Planning D, 34 (6), 990-1006. https://doi.org/10.1177/0263775816633195 (Trabalho original publicado em 2016). Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0263775816633195. Acesso em: 10 mar. 2025.

WOLFGANG, Hoffmann-Riem. Teoria Geral do Direito Digital - 2ª Edição 2022. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2021. E-book. ISBN 9786559642267. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559642267/. Acesso em: 15 mar. 2025.

Downloads

Publicado

22/12/2025

Como Citar

FIGUEIREDO DE CARVALHO, Camyla; LOPES DA SILVA TAVARES, Rayssa. Colonialismo digital: impactos e desafios no estado democrático de direito. Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Rondônia, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 49–63, 2025. DOI: 10.63043/0dwkwc36. Disponível em: https://revista.mpro.mp.br/revistajuridica/article/view/149. Acesso em: 28 jan. 2026.